sábado, 17 de julho de 2010

Heart Disease’s

Podia ser assim, os corações poderiam ser na testa, mais nítidos, mais legíveis. Menos drama. Para que boca? Se eu não é permitido falar o que se sente? Para quê que a vontade existe, se ela não pode ser suprida?! besteiras-besteiras-besteiras. um mundo tão limitado. Memórias suprem o vazio, da forma mais incomoda, da forma que te cobra preços absurdos, um super poder? Poder ler a mente dos outros, especificamente, a dele. Que toma os seus pensamentos, prejudica da forma mais perfeita possível os seus dias, a que você quer que pense em você, da mesma forma que você pensa silenciosamente no fundo da sua mente, dentro de uma caverna escura que ecoa cada simples respiração de forma torturante, é errado esperar a noite passar para ver o sol? Caminhos abertos, pés fixos no chão gelado. Garganta limpa, lábios selados, impulsos na porta, cadeados e chaves trancados, os olhos querem olhar para você, gravar cada simples expressão que você faz, para poder pensar nelas mais tarde, tentada a achar inexistentes mensagens subliminares nelas, mas miram o chão por preferir o seguro, o fácil. Mas, porque esse facil é tão cheio de dor, cheio de arrependimentos, de querer. O pior é estar ali, do seu lado, sentindo o ar, sua respiração tão perto e não poder afaga-lá com a forma mais eficiente de estar perto o bastante da alma, do coração, da essência. E pior ainda, é deixar esse impulso sair, e mais tarde quando já no seguro do seu cobertor, aquilo que parecia tão certo lhe invade como facas, é tipo sádico, é como querer se cortar só pra sentir o prazer que isso lhe proporciona, e depois inevitavelmente sentir uma dor grande demais, um vazio por onde saiu tanto sentimento, que te deixou vazia, sem nada. E essas partes não se preenchem novamente, não saram, não se reconstituem. a cada vez que acontece é um pedaço que vai e na volta mais. Deixam seus rastros de lama pelo chão. Então por ai eu já tiro: porque me apaixonar, porque querer derrubar um paredão que me separa desse sofrimento? Aqui é vazio? Sim. mas é mais seguro, mais quente e menos satisfatório. É como estar conformada comendo sua singela maçã, e ver na arvore que esta na sua frente apenas a um passo, uma mais bonita, uma irresistível, uma que seria pecado existir de tão perfeita que é. E você se vê tomado pelo desejo que ter, irresistível não?! Impulsos... Até você provar e ver que ela estava estragada por dentro, podre,e por conseqüência te estraga também, te deixa doente, infecção alimentar [haha, comparações w/] e te deixa quase tão podre quanto a maçã irresistível. Acasos. Mas o caso é: a maçã poderia muito bem ser uma boa maçã, então eu prefiro correr todos os riscos, sentir todas as dores, pagar todos os preços, tomar todos os piores remédios quando isso me afetar [menos o de lá da enfermaria do colégio! Af é o mesmo remédio pra todas as doenças, tenso. | e não vem ao caso.] por que eu sei que um dia eu vou encontrar a maçã perfeita, a mais suculenta, a que não vai ter palavras o suficiente para expressar tamanha satisfação, a que o vocabulário vai se reduzir a simplesmente nada, porque palavras não serão necessárias. E quanto as estragadas pelo caminho? Vão fazer valer ainda mais a pena, então procurar...correr riscos... achar. espero que seja antes de morrer de infecção alimentar aguda [existe ok ?!]

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